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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

18 meses de amor, ou como o tempo nos atropela*

A Camila faz hoje 18 meses. 
Ano e meio de Baby C.
Ano e meio de amor a dobrar. De multiplicação.

És uma tagarela. Falas muito e expressas-te bem. Dizes montes de coisas e já vais ensaiando frases com sentido. Também falas muito na tua linguagem própria que ninguém consegue decifrar é verdade, mas no que queres desenrascas tudo. 
"Pan", que tanto pode ser Panda como pão; "áua" que é água; "manha" que é a mana; "pai" e "mãe" muito bem dito, a par com o "vô" e "vó" e "Ia"; "sissi" para ouvir a música da Sissi, a Imperatriz; "uca", o Ruca de que gostas apenas da música; "aninha", quando queres subir para a cama onde te recusas a dormir sozinha; "iambre" para o fiambre que gostas de comer de manhã; "teitinho" para o leite que vais bebendo a custo; "senta" quando queres que alguém se sente contigo a brincar; "num tá", "num shei" e outros tantos que já sabes dizer. Mistério mesmo é de onde veio o "ôuto" como dizes quando mamar à noite (ou a qualquer outra hora que se proporcione...).
És comilona. Gostas de comer e sabes bem pedir o que te apetece comer. A sopa vai toda, mas é preciso entreter (como se alimentavam crianças antes da era dos smartphones e youtube?).
És uma reguila. Já estragaste, partiste e rasgaste mais nestes 18 meses que a tua irmã em 8 anos. Mas gostamos de ti assim. Desafiante como já sabes bem ser.
Adoras crianças. "Bebés" como gritas de cada vez que vês algum, mas és um perigo porque gostas de outras crianças na mesma medida que gostas de lhes acertar com o que esteja à mão.
És desenrascada. Caminhas e correr, às vezes desengonçada, tropeças muito (principalmente quando estás com sono), mas vais por cima do que tiver de ser.
Chegaste para mudar a nossa vida. Para melhor. Hoje somos melhores pais, porque tivemos de aprender a ser pais de duas. Uma aprendizagem que vem para ficar e nos vai acompanhar pela vida.
E ver as nossas duas filhas a crescer juntas é mesmo um privilégio.

*para quem acompanha também o meu perfil no Facebook: a maternidade também é isto. Escrever desabafos de quase-desespero pela manhã e posts lamechas pela tarde. É uma dualidade constante de sentimentos contraditórios, mas que nos enchem o coração.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Educar, passar conhecimento, cativar e como a Carlota descobriu Zeca Afonso

Um dos meus maiores prazeres enquanto mãe, neste processo complexo de educar uma criança, é ensinar, ou melhor passar conhecimento. Sempre gostei de ensinar coisas às minhas filhas. Seja uma música, a coreografia de canções infantis, significados, conceitos... Embora confesse que muitas vezes fico quase sem resposta, este é um desafio que se agiganta na mesma proporção em que os filhos crescem e nos desafiam.
Tudo isto para dizer que ontem, sem querer, a minha filha mais velha transformou a hora da leitura num momento especial que me ficou gravado no coração (e espero que na memória dela).
Ontem para a leitura antes de dormir, a C. escolheu um livro de uma colecção sobre momentos históricos adaptados a livros infantis, mais precisamente, o livro dedicado ao 25 de Abril.
Eu sempre disse que se tivesse uma máquina do tempo, o momento histórico que gostaria de visitar e viver seria o 25 de Abril de 1974. Talvez por influência dos meus pais, por ter crescido com o carinho por esta data histórica para Portugal, a Revolução dos Cravos é para mim uma data incontornável.
Voltando ao livro, logo nas primeiras páginas, descobrimos a letra completa do «Grândola vila morena». Eu comecei a cantar-lhe a música e ela gostou. Lembrei-me então que vivemos na era da Internet e lembrei-me de usar o youtube para um momento mais pedagógico do que lúdico e fomos à procura da voz do Zeca. Voz que me arrepia. Sempre.


Para meu espanto, a C. ouviu a música atentamente até ao fim, acompanhando a letra no livro. Lamechas me confesso, mas aquele momento marcou-me. Eu, em terceira geração deste momento histórico, estava a conseguir captar a atenção da minha filha para este marco histórico que, com muita pena, vou constando que vai sendo, talvez não esquecido, mas esbatido na sua importância.
Foi este marco, que os portugueses souberam fazer de forma pacífica, que nos trouxe o país que hoje somos. Claro que há ainda muito a fazer, temos muitas falhas, estará muito do sonho deste dia por concretizar, mas a minha profissão não existiria hoje se não fosse esta data. Provavelmente não teríamos a liberdade de ter um blog e nele escrever o que nos apetece. Como nos apetece.
Fomos ainda descobrir o «Depois do Adeus», que a C. quis ouvir também numa versão com a Marisa Liz no «The Voice Portugal». Mas tudo bem, a intenção está lá. A nossa cultura e memória colectiva vive ali também.
Gostei especialmente que numa altura em que as crianças nascem já com imediatismo da televisão, dos computadores, dos smartphones, a minha filha goste de aprender pelos livros, pelo que lhe conto.
Espero conseguir continuar a educar as minhas filhas passando-lhe os meus conhecimentos, valores e as memórias de tempos que também não vivi, mas que conheci pelas palavras e sentimentos dos meus pais, pelos livros. Pela vida.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Confissões de uma mãe em crescimento

Antes de ter filhos, pensava que os bebés pequeninos davam muito trabalho e que tinha pouco jeito para crianças pequenas.
Depois fui mãe e com o crescimento das minhas bebés fui constatando que os bebés pequeninos sim dão trabalho, mas todo o processo se torna mais difícil com o crescimento.


Agora que tenho em casa uma bebé (que cresce demasiado rápido) e uma menina quase quase em idade de entrar na pré-adolescência, apercebo-me que tenho mais "jeito" para ser mãe de bebés e crianças pequenas.
Com a C. em idade escolar os desafios são diários e vou-me estreando em pequenos "dramas" que muitas vezes me fazem viajar à minha própria infância, mas que me desafiam e (às vezes assustam) enquanto mãe.
Sei que isto é um o processo natural da vida e que me espera uma vida de desafios. E ainda bem que assim é. É sinal que as minhas filhas estão a crescer e a evoluir e cabe-me a mim - e ao pai - saber crescer com elas enquanto mãe, aprendendo a lidar com os receios, medos e fantasmas.
Para quem está aí desse lado, estou sozinha nestes sentimentos maternais que às vezes me gelam à noite?

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Da festa

A foto de ontem era do bolo que a C. levou para a escola. "Chocolate" foi o único pedido.
Do "bolo em forma de estrela", evoluímos apenas para um bolo redondo de chocolate, com bolachas de chocolate à volta e pepitas coloridas na cobertura.
Para o bolo de casa o pedido era "cor-de-rosa" com as bolachas em chocolate branco. Aqui o bolo foi o meu "mais pedido": pão-de-ló com recheio e cobertura de queijo mascarpone e frutas.
Na decoração optei por colocar, nos dois bolos, uma estrela formada pelas pepitas coloridas, para manter o formato de estrela que ela inicialmente me tinha falado.


8 anos = 8 rosas
Como é tradição, a avó ofereceu-lhe o ramo, uma rosa por cada ano.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

8 ♥

"O sol hoje está preguiçoso". Foi assim que me acordaste hoje, ao abrir a janela ainda o ponteiro das horas não tinha chegado às 7h e veres que a luz envergonhada do sol estava ainda tímida no horizonte.
Fazes hoje 8 anos. Oito. Como é possível.


Há oito anos, um muito quente como o de hoje se adivinha, ainda não tinhas nascido a esta hora que hoje teimaste em acordar.
Chegaste às nossas vidas às 21h16 de 29 de Setembro de 2008. E tudo (re)começou.
Foi contigo que (re)nasci como mãe. Foi contigo que eu e o pai nos transformámos e renascemos como pais. Foi contigo que descobrimos todo um mundo novo. E foi contigo que descobrimos que é possível amar mais do que o nosso coração aguenta.
Viste transformar as nossas vidas. Contigo a nossa vida é mais barulhenta, mais caótica, mais imprevisível, mas também tão mais feliz e completa.
Estás uma menina linda, crescida e responsável.
É um orgulho saber que és o nosso fruto, mas fortaleces as tuas asas todos os dias.
A cada dia aprendes mais. Cresces mais. Voas mais alto.
E nós estamos cá para te ajudar a voar, mas também para amparar sempre que precises de voltar ao ninho. E um abraço sabe tão bem.
Parabéns nosso amor mais crescido ♥

*Faz hoje também dois anos, que o dia 29 de Setembro marcou, mais uma vez, a nossa vida. Foi em dia de anos da C. que soubemos que a nossa vida ia voltar a mudar... que soubemos, como que como prenda de anos para a irmã, que a Baby C. estava a caminho ♥

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Romã na lancheira da escola? Sim!

Em todas as milhares de lancheiras que hoje seguiram para a escola com todas as crianças deste país, a da minha filha deve ser a única que leva romã. 
Descascada com todo o carinho (e ainda algum sono) pela mãe logo pela manhã, a pedido da C. ♥

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Carlota, a derreter o coração da mãe desde 2008

Tens um dia daqueles, mas depois descobres estes tesouros na lancheira quando vais buscar a miúda ao atl ♥

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dos nossos dias

Têm sido dias cheios estes.
Entre aniversário (parabéns Mãe), fim de ano lectivo, bons momentos com família e amigos, visitas ao evento que junta as colectividades aqui da cidade e estreia nas actuações do hip hop deste ano, os nossos dias também se fizeram de visita à Urgência com a mais nova (nada de especial, graças aos santos que nos protege), estreia na cadeira do dentista para a mais velha (em consulta "a sério" e não apenas visita para observação), muito trabalho e a mãe com todos os projectos assim em espécie de stand-by ou banho-maria, como lhe queiram chamar.
Ser mãe também é ir sabendo deixar os projectos e ideias "no ar", para quando a vida deixar. Também é saber quando não podemos esticar o tempo e é mais importante abrandar (ou parar) e dar o nosso tempo às criaturas que fazem o nosso mundo girar.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Momento "dahh mãe"

Ontem, as 3 à espera que o pai chegasse de ver o seu Porto perder a Taça (...), na televisão a C. estava a ver um episódio da "Sissi, a Jovem Imperatriz".
Eu: "Então gostas de ver a Sissi?"
C.: "Se não gostasse não estava a ver!"

Só faltou um "dahhhh mãe..."
Resposta à altura de uma pergunta estúpida, ou anda uma mãe a criar uma filha para ouvir estas coisas (e ainda só tem 7 anos).

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Olá Olá Lá lá lá lá

Esta é daquelas que as miúdas adoram, mas fica é no ouvido (e cabeça) da mãe...

Olá Olá...

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A aventura da diversificação alimentar

Eu sou a favor de incentivar os bebés a "brincar com a comida", percebo todos os benefícios e recomendo.
Mas juro que em alguns dias me apetece convidar o pediatra a vir lá a casa ajudar a limpar a cozinha...

Não sei se conseguem ver, mas nesta foto há arroz por todo 
o lado: no suporte da cadeira, no chão, além do que ficou na roupa dela...

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Amamentação: a minha experiência

De todos e mais variados medos/receios/ansiedades associados à maternidade, houve um que nunca me preocupou ou me fez pensar assim muito: a amamentação.
Não sei bem porquê, mas era assunto que, à primeira gravidez, arrumei logo na gaveta do "logo se vê". Logo se veria se teria leite, se este alimentaria a bebé e se ela pegaria bem na mama...por sorte tudo correu bem à primeira.
A minha C. pegou bem na mama logo à primeira, o leite alimentou-a (em exclusivo até ir trabalhar aos 4 meses e em complemento da restante alimentação até aos 2 anos e meio) e tudo decorreu sem grandes percalços, com excepção de algumas situações de mamilos gretados que facilmente foi resolvido com o meu amigo Purelan.
Curiosamente, à segunda gravidez, surgiu-me o receio de não ter leite desta vez. Mas foi também algo com que convivi bem. "Logo se vê" e tudo funcionou.
A Baby C. pegou bem e o leite alimentou-a em exclusivo até aos 6 meses e ainda continuamos agora já a par da papa, fruta, sopa e outras incursões na espectacular aventura da diversificação da alimentação (assunto que dará origem a um post só para si).
Mas uma das dificuldades que senti com a C. foi com o registo das horas da mamadas, especialmente durante o período que estivemos internadas por causa da icterícia. Há 7 anos o meu telemóvel ainda não era dos chamados "inteligentes" por isso restava-me os velhinhos (e infalíveis) papel e caneta.
Desta vez, logo na noite em que a Baby C. nasceu, e depois novamente a braços com os horários rígidos de amamentação e hidratação de um bebé em tratamento da icterícia, olhei para o meu telemóvel e pensei: "fixe fixe era haver uma app que registasse tudinho".
Depois de alguma pesquisa lá encontrei uma app, em inglês, que me permitia isso.
Só alguns meses depois descobri que a Medela, a minha marca amiga do Purelan e também da bomba de extracção de leite (que falo mais abaixo), tem uma aplicação para esse efeito: O MyMedela - Manual de Amamentação. É gratuita e além de acompanhar todo o processo de amamentação e extracção de leite, podemos também registar o crescimento do bebé, aceder a estatísticas, tirar dúvidas, entre outras possibilidades. Facilita muito a vida às recém-mamãs cuja memória é mais curta que a da Dori, amiga do Nemo.
Ainda relacionado com a amamentação, o que mudou na minha segunda filha, foi precisamente o facto de ser a segunda.
Com as duas, sempre adoptei a livre demanda, ou seja, logo à primeira filha ignorei os conselhos diversos sobre as regras de "aguentar" as 3 horas. Mamavam quando pediam e resultou connosco, apesar de ser mais complicado ao segundo filho claro, devido à exigência e dependência que implica.
A mais velha precisava de atenção e tempo para ela, logo a mãe precisou, verdadeiramente, pela primeira vez de uma bomba para extrair leite materno. E aqui, a Medela voltou a ser a minha melhor amiga e a bomba eléctrica que comprei fez toda a diferença face à antiga bomba manual que me emprestaram quando a C. nasceu, e aprendi que sim, podemos conciliar os passeios e saídas com as exigências de um bebé pequenino com horários de mamada rígidos.

Ah, e escrevo este post apenas porque acho que é bom ler opiniões de quem, de facto, experimentou os produtos quando pesquisamos sem saber bem o que procuramos (como eu andei à procura).

domingo, 1 de maio de 2016

Do meu Dia da Mãe

O meu Dia da Mãe começou com uma flor de papel mágica que desabrochou na água (as maravilhas das aulas de ciências na escola) e também teve flores silvestres acabadas de apanhar no jardim (as minhas preferidas) do parque onde a mais velha brinca livre e a pequenina delira a ver tudo que se passa em volta.
♡♡
(estreio também nos pés a prenda mais "material" pensada pelo pai lá de casa ★)

E para as avós temos fotografias lindas das duas flores das nossas vidas!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Camila, a "minhoca"

A Baby C. está naquela fase que ainda não gatinha, mas já "corre" a sala toda.
Embora ainda seja muito na base do 'rebolanço', a miúda anda pela sala, tipo aspirador a levar à boca cada pedacinho de migalha (ou lixo) que encontre.
Ontem, numa dessas incursões, depois de voltar a estar em posição de gatinhar começou a arrastar-se pelo chão, mas desta vez, e em estreia, para a frente.
Eu chamei a C. e digo-lhe "olha a mana já anda para a frente".
Resposta pronta, rápida e séria da minha 'mais velha': "Parece uma minhoca"

Aqui já em versão um pouco menos "minhoca", a praticar

quinta-feira, 24 de março de 2016

Das nossas conversas

Em plena "discussão" matinal a propósito de um brinquedo - e ainda a propósito disto - levei esta manhã com a seguinte afirmação:
"Tu não percebes nada"
Pronto. É isto. Mãe sofre.

terça-feira, 22 de março de 2016

Das nossas conversas

Esta manhã, a propósito de um jogo que a C. queria instalar e que implica um boneco e não sei que mais, que eu não estava a perceber por estar cheia de pressa a acabar de me arranjar, diz-me ela:
"Mãe, ouve, vou dar-te uma explicação!"
...

segunda-feira, 21 de março de 2016

Carlota, a detonar surpresas desde 2008

Na véspera do Dia do Pai, fui dar com a Carlota a contar ao pai, em detalhe, o desenho que lhe ia fazer para oferecer no dia seguinte (que nem chegou a fazer, pois também já trazia um diploma feito na escola).
Digo eu: "Então mas Carlota, era surpresa para o pai".
C.: "Era surpresa, mas não era segredo e eu não lhe contei da camisola..."
Tudo isto, claro está, com o pai a ouvir a conversa...

[Quando disse camisola, referia-se à tshirt que mandei fazer para oferecermos ao pai e que ela tinha visto umas duas horas antes]

quinta-feira, 10 de março de 2016

Do primeiro para o segundo filho: O Duelo Televisivo

Um dos choques culturais de ter um filho é passar a saber quem é o Panda e conhecer os nomes de todos os personagens que acompanham os primeiros anos da infância. Ele é Noddy, Ruca, lá por casa foi mais o Pocoyo e o Hopla e por aí em diante.
Os anos passam e uma pessoa consegue, finalmente, ir começando a tomar conta do comando mais amiúde e até desfruta de momentos tranquilos quando a pequena criatura começa a apreciar concursos de cultura geral.
Mas depois chega o segundo filho. E voltamos atrás no tempo. E volta o Panda a mandar na televisão lá de casa, agora com o Panda e os Amigos como o eleito principal, mas começam outro tipo de problemas.
Começa também a luta entre a pré-pré-adolescente da casa que já quer ver as séries do Disney Channel (embora não perceba metade das piadas) e o meio-quilo de gente que pensa que já manda e quer ver o Panda e os Amigos e todas as músicas da série em loop.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Registar momentos: na memória ou na máquina?

Vivemos numa época em que parece que tudo tem de ficar registado. O avanço tecnológico que colocou nos nossos bolsos máquinas fotográficas e de filmar acessíveis a todos, parece que ditou que toda a nossa vivência deva ser registada em foto/vídeo, sendo que as redes sociais vieram exacerbar esta tendência, com a moda de publicar/partilhar cada momento dos nossos dias.
Quando a Carlota entrou para a pré e teve a sua primeira actuação num Sarau, dei por mim muito preocupada em registar o momento. E embora seja bom voltar àquela gravação, fiquei na altura com a sensação que não tinha aproveitado o momento.
Senti o mesmo nas primeiras actuações que ela fez no âmbito do Hip Hop, acabando por fazer uma opção. Agora, sempre que ela tem uma actuação/apresentação, seja o que for, registo o momento onde realmente importa. Na minha memória e no meu coração. As recordações físicas, vulgo fotografias, tiro-as momentos antes ou logo depois das actuações.
E foi das melhores decisões que tomei até hoje.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"Eu vou sozinha mamã"

Esta é agora a frase mais repetida pela miúda grande lá de casa.


"Eu vou sozinha mamã", diz ela de manhã quando chega à escola.
Diz ao fim do dia quando chega a casa e quer ir sozinha no percurso entre o portão da rua e a porta do prédio enquanto eu estaciono na garagem (quando os avós estão lá em casa claro).
Diz quando chega às aulas de dança...
Está a crescer.
Mas agora aqui a mãe não se importava desta sede de independência para outras coisas simples, como despachar-se a tomar o pequeno-almoço ou  a vestir-se nas manhãs em que estamos com presa e ela decide que tem sono, ou arrumar os brinquedos espalhados, etc, etc, etc...