quarta-feira, 30 de novembro de 2016

18 meses de amor, ou como o tempo nos atropela*

A Camila faz hoje 18 meses. 
Ano e meio de Baby C.
Ano e meio de amor a dobrar. De multiplicação.

És uma tagarela. Falas muito e expressas-te bem. Dizes montes de coisas e já vais ensaiando frases com sentido. Também falas muito na tua linguagem própria que ninguém consegue decifrar é verdade, mas no que queres desenrascas tudo. 
"Pan", que tanto pode ser Panda como pão; "áua" que é água; "manha" que é a mana; "pai" e "mãe" muito bem dito, a par com o "vô" e "vó" e "Ia"; "sissi" para ouvir a música da Sissi, a Imperatriz; "uca", o Ruca de que gostas apenas da música; "aninha", quando queres subir para a cama onde te recusas a dormir sozinha; "iambre" para o fiambre que gostas de comer de manhã; "teitinho" para o leite que vais bebendo a custo; "senta" quando queres que alguém se sente contigo a brincar; "num tá", "num shei" e outros tantos que já sabes dizer. Mistério mesmo é de onde veio o "ôuto" como dizes quando mamar à noite (ou a qualquer outra hora que se proporcione...).
És comilona. Gostas de comer e sabes bem pedir o que te apetece comer. A sopa vai toda, mas é preciso entreter (como se alimentavam crianças antes da era dos smartphones e youtube?).
És uma reguila. Já estragaste, partiste e rasgaste mais nestes 18 meses que a tua irmã em 8 anos. Mas gostamos de ti assim. Desafiante como já sabes bem ser.
Adoras crianças. "Bebés" como gritas de cada vez que vês algum, mas és um perigo porque gostas de outras crianças na mesma medida que gostas de lhes acertar com o que esteja à mão.
És desenrascada. Caminhas e correr, às vezes desengonçada, tropeças muito (principalmente quando estás com sono), mas vais por cima do que tiver de ser.
Chegaste para mudar a nossa vida. Para melhor. Hoje somos melhores pais, porque tivemos de aprender a ser pais de duas. Uma aprendizagem que vem para ficar e nos vai acompanhar pela vida.
E ver as nossas duas filhas a crescer juntas é mesmo um privilégio.

*para quem acompanha também o meu perfil no Facebook: a maternidade também é isto. Escrever desabafos de quase-desespero pela manhã e posts lamechas pela tarde. É uma dualidade constante de sentimentos contraditórios, mas que nos enchem o coração.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Educar, passar conhecimento, cativar e como a Carlota descobriu Zeca Afonso

Um dos meus maiores prazeres enquanto mãe, neste processo complexo de educar uma criança, é ensinar, ou melhor passar conhecimento. Sempre gostei de ensinar coisas às minhas filhas. Seja uma música, a coreografia de canções infantis, significados, conceitos... Embora confesse que muitas vezes fico quase sem resposta, este é um desafio que se agiganta na mesma proporção em que os filhos crescem e nos desafiam.
Tudo isto para dizer que ontem, sem querer, a minha filha mais velha transformou a hora da leitura num momento especial que me ficou gravado no coração (e espero que na memória dela).
Ontem para a leitura antes de dormir, a C. escolheu um livro de uma colecção sobre momentos históricos adaptados a livros infantis, mais precisamente, o livro dedicado ao 25 de Abril.
Eu sempre disse que se tivesse uma máquina do tempo, o momento histórico que gostaria de visitar e viver seria o 25 de Abril de 1974. Talvez por influência dos meus pais, por ter crescido com o carinho por esta data histórica para Portugal, a Revolução dos Cravos é para mim uma data incontornável.
Voltando ao livro, logo nas primeiras páginas, descobrimos a letra completa do «Grândola vila morena». Eu comecei a cantar-lhe a música e ela gostou. Lembrei-me então que vivemos na era da Internet e lembrei-me de usar o youtube para um momento mais pedagógico do que lúdico e fomos à procura da voz do Zeca. Voz que me arrepia. Sempre.


Para meu espanto, a C. ouviu a música atentamente até ao fim, acompanhando a letra no livro. Lamechas me confesso, mas aquele momento marcou-me. Eu, em terceira geração deste momento histórico, estava a conseguir captar a atenção da minha filha para este marco histórico que, com muita pena, vou constando que vai sendo, talvez não esquecido, mas esbatido na sua importância.
Foi este marco, que os portugueses souberam fazer de forma pacífica, que nos trouxe o país que hoje somos. Claro que há ainda muito a fazer, temos muitas falhas, estará muito do sonho deste dia por concretizar, mas a minha profissão não existiria hoje se não fosse esta data. Provavelmente não teríamos a liberdade de ter um blog e nele escrever o que nos apetece. Como nos apetece.
Fomos ainda descobrir o «Depois do Adeus», que a C. quis ouvir também numa versão com a Marisa Liz no «The Voice Portugal». Mas tudo bem, a intenção está lá. A nossa cultura e memória colectiva vive ali também.
Gostei especialmente que numa altura em que as crianças nascem já com imediatismo da televisão, dos computadores, dos smartphones, a minha filha goste de aprender pelos livros, pelo que lhe conto.
Espero conseguir continuar a educar as minhas filhas passando-lhe os meus conhecimentos, valores e as memórias de tempos que também não vivi, mas que conheci pelas palavras e sentimentos dos meus pais, pelos livros. Pela vida.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Aventuras com a máquina de costura | As mochilas das manas

Acho que ainda não partilhei por aqui, mas no ano passado finalmente tirei a máquina de costura do armário e, assim de rajada, fiz dois cursos de costura criativa.
Da máquina de costura comigo ao comando já foram saindo algumas coisas, pequenas bolsas de presente, sacos de compras, etc. Mas em gaveta tinha um projecto a que me desafiei ainda antes das férias de verão: fazer uma mochila para cada uma das minhas C.´s.
Uma das mochilas ficou pronta em pouco tempo, já a outra ficou em banho-maria apesar de ter já todos os tecidos cortados e prontos a montar. Esta semana meti na cabeça que tinha de a terminar. Dito e feito.


A C. adoptou logo a mochila com tecido às flores, elegendo o dos elefantes para a Baby C.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Bitaites vários

- Então diz que é hoje que os americanos decidem também o nosso futuro enquanto mundo elegem o novo presidente;
- Mais do que a imagem que os desenhos animados nos fizeram acreditar ao longo de anos, não são os brinquedos que ganham vida quando não estamos a ver. São os acessórios e jóias que acordam durante a noite e se entrelaçam uns nos outros, só para nos chatearem pela manhã;
- (Finalmente) está frio e, confesso, até tinha saudades, mas não me apetece refazer as camas... no entanto, sonhei com os meus lençóis polares esta noite;
- Voltei ao ginásio e ando a experimentar aulas diferentes e os meus músculos (principalmente aqueles dos braços que nem sabia que os tinha) estão a reclamar;
- Estou farta de ouvir falar da Web Summit, mas a verdade é que queria lá estar...
- Já disse que está frio?
- E que estou em ânsias por saber o resultado das eleições nos EUA?
...

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Os trabalhos de Camila

Um dos passatempos preferidos da Baby C. é andar a puxar coisas.
Mochilas, malas de viagem e até garrafões de água.
Se a queremos entreter é mostrar uma mochila com rodinhas e lá anda ela pela casa, por vezes até em dose dupla, com a mochila da escola da irmã.


segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Boo! Ou podia ser Halloween todos os dias*

Hoje deixei um esqueleto na escola, mas rosa e cheio de purpurinas.


*Estes dias têm uma vantagem: miúda toma a pequeno-almoço e, quando dou por ela, já está na cozinha devidamente vestida e pronta para penteados, pinturas e afins.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Confissões de uma mãe em crescimento

Antes de ter filhos, pensava que os bebés pequeninos davam muito trabalho e que tinha pouco jeito para crianças pequenas.
Depois fui mãe e com o crescimento das minhas bebés fui constatando que os bebés pequeninos sim dão trabalho, mas todo o processo se torna mais difícil com o crescimento.


Agora que tenho em casa uma bebé (que cresce demasiado rápido) e uma menina quase quase em idade de entrar na pré-adolescência, apercebo-me que tenho mais "jeito" para ser mãe de bebés e crianças pequenas.
Com a C. em idade escolar os desafios são diários e vou-me estreando em pequenos "dramas" que muitas vezes me fazem viajar à minha própria infância, mas que me desafiam e (às vezes assustam) enquanto mãe.
Sei que isto é um o processo natural da vida e que me espera uma vida de desafios. E ainda bem que assim é. É sinal que as minhas filhas estão a crescer e a evoluir e cabe-me a mim - e ao pai - saber crescer com elas enquanto mãe, aprendendo a lidar com os receios, medos e fantasmas.
Para quem está aí desse lado, estou sozinha nestes sentimentos maternais que às vezes me gelam à noite?

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Aproveitar o sol de Outono

Bem sei que entretanto veio a chuva e o frio, mas no domingo, ainda conseguimos riscar uma actividade que andava a adiar e o ano passado nem consegui concretizar: apanhar bolotas para tratar e usar nas decorações e embrulhos de Natal.
Com o pai embrenhado numa semana infernal de trabalho (que se estendeu ao fim-de-semana), agarrámos nos avós e fomos até um dos parques da cidade na linda manhã solarenga e ainda quente de domingo de manhã.
Foi um passeio giro, com direito a baloiços e escorregas e balancés, mas também a passeios pelo meio das folhas, numa paisagem que parece um verdadeiro bosque...


Foi da C. a descoberto dos melhores locais para encontrar as bolotas e, como prémio da viagem, vieram também connosco muitas pinhas em formato mini, caídas aos pés de um velho e gigante pinheiro.
A Baby C. estreou-se nos passeios de brincadeiras com galhos e parece que sempre soube vasculhar as folhas de outono.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Da festa

A foto de ontem era do bolo que a C. levou para a escola. "Chocolate" foi o único pedido.
Do "bolo em forma de estrela", evoluímos apenas para um bolo redondo de chocolate, com bolachas de chocolate à volta e pepitas coloridas na cobertura.
Para o bolo de casa o pedido era "cor-de-rosa" com as bolachas em chocolate branco. Aqui o bolo foi o meu "mais pedido": pão-de-ló com recheio e cobertura de queijo mascarpone e frutas.
Na decoração optei por colocar, nos dois bolos, uma estrela formada pelas pepitas coloridas, para manter o formato de estrela que ela inicialmente me tinha falado.


8 anos = 8 rosas
Como é tradição, a avó ofereceu-lhe o ramo, uma rosa por cada ano.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

8 ♥

"O sol hoje está preguiçoso". Foi assim que me acordaste hoje, ao abrir a janela ainda o ponteiro das horas não tinha chegado às 7h e veres que a luz envergonhada do sol estava ainda tímida no horizonte.
Fazes hoje 8 anos. Oito. Como é possível.


Há oito anos, um muito quente como o de hoje se adivinha, ainda não tinhas nascido a esta hora que hoje teimaste em acordar.
Chegaste às nossas vidas às 21h16 de 29 de Setembro de 2008. E tudo (re)começou.
Foi contigo que (re)nasci como mãe. Foi contigo que eu e o pai nos transformámos e renascemos como pais. Foi contigo que descobrimos todo um mundo novo. E foi contigo que descobrimos que é possível amar mais do que o nosso coração aguenta.
Viste transformar as nossas vidas. Contigo a nossa vida é mais barulhenta, mais caótica, mais imprevisível, mas também tão mais feliz e completa.
Estás uma menina linda, crescida e responsável.
É um orgulho saber que és o nosso fruto, mas fortaleces as tuas asas todos os dias.
A cada dia aprendes mais. Cresces mais. Voas mais alto.
E nós estamos cá para te ajudar a voar, mas também para amparar sempre que precises de voltar ao ninho. E um abraço sabe tão bem.
Parabéns nosso amor mais crescido ♥

*Faz hoje também dois anos, que o dia 29 de Setembro marcou, mais uma vez, a nossa vida. Foi em dia de anos da C. que soubemos que a nossa vida ia voltar a mudar... que soubemos, como que como prenda de anos para a irmã, que a Baby C. estava a caminho ♥

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Romã na lancheira da escola? Sim!

Em todas as milhares de lancheiras que hoje seguiram para a escola com todas as crianças deste país, a da minha filha deve ser a única que leva romã. 
Descascada com todo o carinho (e ainda algum sono) pela mãe logo pela manhã, a pedido da C. ♥

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Férias, primeiros passos, recomeço e Setembro

Muito tempo se passou desde a última publicação.
Fomos de férias, assim as primeiras férias a sério a 4 (diga-se uma semana fora de casa) e sobrevivemos. E divertimos-nos e foi bom estarmos tantos dias seguidos juntos 24h (coisa rara ao longo do ano).
Entretanto a Baby C. fez 15 meses (!) e está uma crescida, continua a ganhar asas e independência, ensaiando-se nos primeiros passos e também em acrobacias que incluem trepar sofás, camas e afins. Um perigo.
A C. está grande e morena. Deu um pulo. A minha menina está cada vez mais crescida, com conversas mais complexas, vontades e dúvidas próprias do crescimento.
Ver a cumplicidade delas é um privilégio ♥
Todos estes dias juntas foi óptimo, a mais nova cada vez gosta mais de interagir com a irmã, que adora a pequenina e não a pode ver a dormir...
Entretanto os adultos lá de casa já voltaram ao trabalho e há que reajustar rotinas.
Hoje, no primeiro dia de ATL, a Baby C. andou com a avó por toda a casa à procura da sua "ma", de mana.
Começa a ser tempo de preparar mais um ano lectivo e Setembro - mês de recomeços - é também especial porque a miúda crescida lá de casa faz anos e há que preparar mais uma festa de aniversário lá por casa, para já com um pedido: um bolo em forma de estrela ★
Assim será meu amor!


sexta-feira, 24 de junho de 2016

Carlota, a derreter o coração da mãe desde 2008

Tens um dia daqueles, mas depois descobres estes tesouros na lancheira quando vais buscar a miúda ao atl ♥

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Dos nossos dias

Têm sido dias cheios estes.
Entre aniversário (parabéns Mãe), fim de ano lectivo, bons momentos com família e amigos, visitas ao evento que junta as colectividades aqui da cidade e estreia nas actuações do hip hop deste ano, os nossos dias também se fizeram de visita à Urgência com a mais nova (nada de especial, graças aos santos que nos protege), estreia na cadeira do dentista para a mais velha (em consulta "a sério" e não apenas visita para observação), muito trabalho e a mãe com todos os projectos assim em espécie de stand-by ou banho-maria, como lhe queiram chamar.
Ser mãe também é ir sabendo deixar os projectos e ideias "no ar", para quando a vida deixar. Também é saber quando não podemos esticar o tempo e é mais importante abrandar (ou parar) e dar o nosso tempo às criaturas que fazem o nosso mundo girar.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

E o bolo?

Lá por casa os bolos de aniversário, há alguns anos, são feitos por mim.
E apesar de todas as experiências, a receita vencedora é sempre o meu bolo de massa pão-de-ló com recheio e cobertura de creme de queijo mascarpone e natas e frutas. Vou variando a decoração.
A ideia para o bolo da Baby C. já andava a marinar há algum tempo. Tinha de ser rosa. E queria umas bandeirolas, que foram acompanhadas por uns coelinhos amorosos. Rematei com uma tentativa de suspiros feitos em casa também.
Mantendo a tradição que segue comigo e com a C. de oferecer uma rosa por cada ano de vida, a Avó M. deu também à Baby C. um raminho com uma rosa.


Para a festa houve também bolo de chocolate com recheio e cobertura de natas de chocolate, bolo de frutos vermelhos com cobertura de chantilly* e topping de morango e ainda pavlova com chantilly* e frutos vermelhos.
*(sem açúcar e aromatizado com baunilha)

terça-feira, 31 de maio de 2016

Manas

Diz que hoje é Dia dos Irmãos.


Que as vossas mãos estejam sempre por perto para se apoiarem.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

1 Ano

30 de Maio de 2015.
6h09 de uma manhã de sábado.
Seis anos e meio depois do reset inicial da nossa vida de pais, a nossa família fez o restart e hoje festejamos o 1.º aniversário da nossa Baby. C.
Um pequeno ser bem disposto e simpático que veio revolucionar as nossas vidas. Para melhor. Para muito melhor.
Um ano depois estamos mais cansados, mas mais felizes. Muito mais felizes.
Parabéns meu Amor.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Momento "dahh mãe"

Ontem, as 3 à espera que o pai chegasse de ver o seu Porto perder a Taça (...), na televisão a C. estava a ver um episódio da "Sissi, a Jovem Imperatriz".
Eu: "Então gostas de ver a Sissi?"
C.: "Se não gostasse não estava a ver!"

Só faltou um "dahhhh mãe..."
Resposta à altura de uma pergunta estúpida, ou anda uma mãe a criar uma filha para ouvir estas coisas (e ainda só tem 7 anos).

terça-feira, 17 de maio de 2016

É oficial...temos um gatito em casa

Baby C. aprendeu a dominar completamente a arte de gatinhar. Agora é vê-la a dar o ar de sua graça por toda a casa.
Claro que, a par desta novidade, (re)inaugurámos também a parte II dos capítulos:
- "sala em estado pé-de-vento", pois juntamente com ela, passeiam-se pelo chão da sala, corredor, etc e tal, todos os seus brinquedos que habitam na cesta dela da sala;
- "toda a família em alerta", é preciso fazer reset às normas para ter uma casa baby-proof e olhar para cada canto imaginando cada cenário: armários, gavetas e até portas são riscos potenciais, já para não falar das tomadas...algumas ainda estão tapadas com o respectivo dispositivo de segurança do tempo da mais velha, mas outras foram sendo libertadas e se a irmã não tinha tendência para lhes tocar, esta parece atraída a elas.
E, tal como diz a minha mãe, "agora é que ela dá trabalho". Sim, porque eu sou da opinião que os recém-nascidos e bebés muito pequenos dão trabalho porque exigem muito de nós, mas quando os bebés começam a ganhar autonomia, a gatinhar e principalmente a caminhar, dão muito mais...
Preocupações. Basicamente, a maternidade é quase um exercício de preocupações mutantes e constantes. Mas é maravilhosa ♥.

domingo, 15 de maio de 2016

Família

Neste Dia da Família escolhemos em conjunto o novo adereço (que combina com um colar de que gosto muito) e assim trago-nos, sempre, a todos, no meu pulso, onde se sente o bater do meu coração.
Um Dia da Família que começou num passeio que foi uma viagem no tempo, num Mercado à Moda Antiga onde Miss C. delirou com os brinquedos de outro tempo e até andou num carrossel puxado a manivela (!) e Baby C. gostou tanto da animação que seguia com atenção que nem dormiu a sesta da manhã.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Olá Olá Lá lá lá lá

Esta é daquelas que as miúdas adoram, mas fica é no ouvido (e cabeça) da mãe...

Olá Olá...

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Do tempo

Lembra-me o Facebook que, precisamente há um ano, eu escrevia à Baby C., sobre a ansiedade, nossa e da mana C., sobre os preparativos para a receber e como eram os meus dias por altura das 37 semanas de gravidez.
Hoje dou por mim a constatar que talvez seja melhor começar a pensar nos preparativos para a tua festa de 1.º aniversário...
Como é possível o tempo voar sem darmos conta?

sexta-feira, 6 de maio de 2016

A aventura da diversificação alimentar

Eu sou a favor de incentivar os bebés a "brincar com a comida", percebo todos os benefícios e recomendo.
Mas juro que em alguns dias me apetece convidar o pediatra a vir lá a casa ajudar a limpar a cozinha...

Não sei se conseguem ver, mas nesta foto há arroz por todo 
o lado: no suporte da cadeira, no chão, além do que ficou na roupa dela...

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Amamentação: a minha experiência

De todos e mais variados medos/receios/ansiedades associados à maternidade, houve um que nunca me preocupou ou me fez pensar assim muito: a amamentação.
Não sei bem porquê, mas era assunto que, à primeira gravidez, arrumei logo na gaveta do "logo se vê". Logo se veria se teria leite, se este alimentaria a bebé e se ela pegaria bem na mama...por sorte tudo correu bem à primeira.
A minha C. pegou bem na mama logo à primeira, o leite alimentou-a (em exclusivo até ir trabalhar aos 4 meses e em complemento da restante alimentação até aos 2 anos e meio) e tudo decorreu sem grandes percalços, com excepção de algumas situações de mamilos gretados que facilmente foi resolvido com o meu amigo Purelan.
Curiosamente, à segunda gravidez, surgiu-me o receio de não ter leite desta vez. Mas foi também algo com que convivi bem. "Logo se vê" e tudo funcionou.
A Baby C. pegou bem e o leite alimentou-a em exclusivo até aos 6 meses e ainda continuamos agora já a par da papa, fruta, sopa e outras incursões na espectacular aventura da diversificação da alimentação (assunto que dará origem a um post só para si).
Mas uma das dificuldades que senti com a C. foi com o registo das horas da mamadas, especialmente durante o período que estivemos internadas por causa da icterícia. Há 7 anos o meu telemóvel ainda não era dos chamados "inteligentes" por isso restava-me os velhinhos (e infalíveis) papel e caneta.
Desta vez, logo na noite em que a Baby C. nasceu, e depois novamente a braços com os horários rígidos de amamentação e hidratação de um bebé em tratamento da icterícia, olhei para o meu telemóvel e pensei: "fixe fixe era haver uma app que registasse tudinho".
Depois de alguma pesquisa lá encontrei uma app, em inglês, que me permitia isso.
Só alguns meses depois descobri que a Medela, a minha marca amiga do Purelan e também da bomba de extracção de leite (que falo mais abaixo), tem uma aplicação para esse efeito: O MyMedela - Manual de Amamentação. É gratuita e além de acompanhar todo o processo de amamentação e extracção de leite, podemos também registar o crescimento do bebé, aceder a estatísticas, tirar dúvidas, entre outras possibilidades. Facilita muito a vida às recém-mamãs cuja memória é mais curta que a da Dori, amiga do Nemo.
Ainda relacionado com a amamentação, o que mudou na minha segunda filha, foi precisamente o facto de ser a segunda.
Com as duas, sempre adoptei a livre demanda, ou seja, logo à primeira filha ignorei os conselhos diversos sobre as regras de "aguentar" as 3 horas. Mamavam quando pediam e resultou connosco, apesar de ser mais complicado ao segundo filho claro, devido à exigência e dependência que implica.
A mais velha precisava de atenção e tempo para ela, logo a mãe precisou, verdadeiramente, pela primeira vez de uma bomba para extrair leite materno. E aqui, a Medela voltou a ser a minha melhor amiga e a bomba eléctrica que comprei fez toda a diferença face à antiga bomba manual que me emprestaram quando a C. nasceu, e aprendi que sim, podemos conciliar os passeios e saídas com as exigências de um bebé pequenino com horários de mamada rígidos.

Ah, e escrevo este post apenas porque acho que é bom ler opiniões de quem, de facto, experimentou os produtos quando pesquisamos sem saber bem o que procuramos (como eu andei à procura).

domingo, 1 de maio de 2016

Do meu Dia da Mãe

O meu Dia da Mãe começou com uma flor de papel mágica que desabrochou na água (as maravilhas das aulas de ciências na escola) e também teve flores silvestres acabadas de apanhar no jardim (as minhas preferidas) do parque onde a mais velha brinca livre e a pequenina delira a ver tudo que se passa em volta.
♡♡
(estreio também nos pés a prenda mais "material" pensada pelo pai lá de casa ★)

E para as avós temos fotografias lindas das duas flores das nossas vidas!

quinta-feira, 28 de abril de 2016

1 e 1 são 11

11.
Onze.
E uma mãe que se prepara mentalmente para que o seu bebé está também a tornar-se uma menina.
Para recordar, as nossas bebés na saída do hospital. O mesmo "ovo", o mesmo hospital, os mesmos pais, a mesma emoção. ♡




quinta-feira, 21 de abril de 2016

Camila, a "minhoca"

A Baby C. está naquela fase que ainda não gatinha, mas já "corre" a sala toda.
Embora ainda seja muito na base do 'rebolanço', a miúda anda pela sala, tipo aspirador a levar à boca cada pedacinho de migalha (ou lixo) que encontre.
Ontem, numa dessas incursões, depois de voltar a estar em posição de gatinhar começou a arrastar-se pelo chão, mas desta vez, e em estreia, para a frente.
Eu chamei a C. e digo-lhe "olha a mana já anda para a frente".
Resposta pronta, rápida e séria da minha 'mais velha': "Parece uma minhoca"

Aqui já em versão um pouco menos "minhoca", a praticar

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Temas estruturantes da nossa sociedade, ou como eu quero dar uma mãozinha aos deputados que podem ficar sem ideias

Ora, depois do espanto, perante esta notícia comecei a temer que os senhores deputados comecem a ficar sem ideias sobre os temas estruturantes que, de facto, importam na vida dos portugueses e decidi dar o meu contributo com mais algumas ideias.
Ao mesmo tempo que analisamos a problemática da "linguagem sexista" do "Cartão de Cidadão", acho que não nos podemos esquecer que quando o precisamos de actualizar temos de ir a uma "Loja do Cidadão". Mais um erro a corrigir.
Temos depois todo o historial de crianças traumatizadas porque passaram pelo horror de ter de carregar na mochila, anos a fio, a "Caderneta do Aluno".
E logo à nascença que os bebés têm logo de ser distinguidos entre o azul e o cor-de-rosa dos boletins de saúde infantil e juvenil? É toda uma vida a ter de se resignar a uma só cor. Porque não esperar que a criança fale para puder escolher a cor que prefere?
Se o McDonald's não pode distinguir entre brinquedos de menina ou menino porque raio pode o Ministério da Saúde pode separar assim as crianças?
Ah e já agora, como li algures, atentemos também aos "Sindicatos dos Trabalhadores..." e às "Ordens dos...". Tudo matérias importantes.
E podia continuar a lista, mas não queremos arrumar assim com as ideias todas ao mesmo tempo. Prometo mais.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Colorir o cinzento

A natureza arranja sempre forma de nos mostrar que pode haver cor mesmo nos dias mais cinzentos.
Este Arco-Íris, onde eu e a C. conseguimos distinguir todas as cores, acompanhou-nos vários quilómetros até chegarmos a casa.

As listas cansam-me

Gosto de pensar que (tento) sou uma pessoa organizada. E, às vezes, alinho naquela de fazer listas.
Mas agora cheguei a uma conclusão preocupante. Quando tento fazer uma pré-lista mental, já fico cansada com todos os itens das minhas to-do lists...seja elas do dia, da semana ou de uma tarefa específica.
Portanto, só as listas já me cansam...

quarta-feira, 30 de março de 2016

10 | DEZ

Faz hoje 10 meses que o nosso mundo ficou ainda mais rosa.
Dez meses. Já são precisos todos os dedos das duas mãos para contar os meses em que vieste completar a nossa vida.
E do início da tarde de há dez meses, depois de toda a emoção de uma noite em trabalho de parto (santo, diga-se, passado a dormitar) e do teu nascimento, o que mais recordo é a ansiedade de receber a tua irmã, a partir daí "mais velha", e ver como vocês se recebiam mutuamente. O momento mais feliz da nossa vida. O vosso encontro.
E é um privilégio acompanhar e viver o vosso crescimento em comum. Irmãs. 

quinta-feira, 24 de março de 2016

Das nossas conversas

Em plena "discussão" matinal a propósito de um brinquedo - e ainda a propósito disto - levei esta manhã com a seguinte afirmação:
"Tu não percebes nada"
Pronto. É isto. Mãe sofre.

As reduções do IMI para famílias com filhos, ou quando as boas medidas ficam a meio caminho

A decisão de criar um desconto do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) para famílias com filhos foi muito positiva. Mas infelizmente, como em muitas outras boas medidas, vamos a ver e o resultado prático fica ali a meio caminho.
Os descontos, que têm de ser aprovados pelas autarquias, são de 10% para famílias com um filho, 15% para dois filhos e 20% para três ou mais filhos. 
Acontece que, chegada a cartinha das Finanças a casa com o IMI para pagar, verificámos aquilo que eu já tinha lido por aqui: as crianças nascidas em 2015 não contam para o cálculo deste desconto. Ou seja, no nosso caso, mesmo tendo duas filhas, o desconto é de apenas 10%, pois a Baby C. nasceu em Maio de 2015. 
Quer isto ainda dizer que as famílias que tiveram o primeiro filho em 2015 nem desconto vão ter.
Comentário possível? É uma pena (para não escrever vergonha) que as boas medidas acabem por ficar ali a meio caminho. Ou como se diz em inglês halfway there.

terça-feira, 22 de março de 2016

Das nossas conversas

Esta manhã, a propósito de um jogo que a C. queria instalar e que implica um boneco e não sei que mais, que eu não estava a perceber por estar cheia de pressa a acabar de me arranjar, diz-me ela:
"Mãe, ouve, vou dar-te uma explicação!"
...

Habemus dentinho

E heis que aos 9 meses e 3 semanas, Baby C. tem dentinhos a começar a espreitar. E logo aos pares.

segunda-feira, 21 de março de 2016

Carlota, a detonar surpresas desde 2008

Na véspera do Dia do Pai, fui dar com a Carlota a contar ao pai, em detalhe, o desenho que lhe ia fazer para oferecer no dia seguinte (que nem chegou a fazer, pois também já trazia um diploma feito na escola).
Digo eu: "Então mas Carlota, era surpresa para o pai".
C.: "Era surpresa, mas não era segredo e eu não lhe contei da camisola..."
Tudo isto, claro está, com o pai a ouvir a conversa...

[Quando disse camisola, referia-se à tshirt que mandei fazer para oferecermos ao pai e que ela tinha visto umas duas horas antes]

quinta-feira, 10 de março de 2016

Do primeiro para o segundo filho: O Duelo Televisivo

Um dos choques culturais de ter um filho é passar a saber quem é o Panda e conhecer os nomes de todos os personagens que acompanham os primeiros anos da infância. Ele é Noddy, Ruca, lá por casa foi mais o Pocoyo e o Hopla e por aí em diante.
Os anos passam e uma pessoa consegue, finalmente, ir começando a tomar conta do comando mais amiúde e até desfruta de momentos tranquilos quando a pequena criatura começa a apreciar concursos de cultura geral.
Mas depois chega o segundo filho. E voltamos atrás no tempo. E volta o Panda a mandar na televisão lá de casa, agora com o Panda e os Amigos como o eleito principal, mas começam outro tipo de problemas.
Começa também a luta entre a pré-pré-adolescente da casa que já quer ver as séries do Disney Channel (embora não perceba metade das piadas) e o meio-quilo de gente que pensa que já manda e quer ver o Panda e os Amigos e todas as músicas da série em loop.

quinta-feira, 3 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

9 months in, 9 months out

E assim, nem sei bem como, chegámos aos 9 meses da Baby C.
Está muito crescida e malandreca, com indícios de ter um feitio tramadinho. Bem mais resmungona que a irmã na idade dela.
Mas o mais incrível mesmo, é assistir à alegria da Baby C. todos os dias, quando a irmã chega a casa. Enche-nos o coração.



sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Registar momentos: na memória ou na máquina?

Vivemos numa época em que parece que tudo tem de ficar registado. O avanço tecnológico que colocou nos nossos bolsos máquinas fotográficas e de filmar acessíveis a todos, parece que ditou que toda a nossa vivência deva ser registada em foto/vídeo, sendo que as redes sociais vieram exacerbar esta tendência, com a moda de publicar/partilhar cada momento dos nossos dias.
Quando a Carlota entrou para a pré e teve a sua primeira actuação num Sarau, dei por mim muito preocupada em registar o momento. E embora seja bom voltar àquela gravação, fiquei na altura com a sensação que não tinha aproveitado o momento.
Senti o mesmo nas primeiras actuações que ela fez no âmbito do Hip Hop, acabando por fazer uma opção. Agora, sempre que ela tem uma actuação/apresentação, seja o que for, registo o momento onde realmente importa. Na minha memória e no meu coração. As recordações físicas, vulgo fotografias, tiro-as momentos antes ou logo depois das actuações.
E foi das melhores decisões que tomei até hoje.

Leis de Murphy da Maternidade #2


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Do primeiro para o segundo filho

Se ao primeiro filho aprendemos como tomar banho em 5 minutos, ao segundo filho aprimoramos a técnica do banho em 10 segundo.

Ao primeiro filho tendemos a conjugar o verbo complicar. Ao segundo aprendemos (à força) a conjugar o verbo desenrascar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Das nossas conversas

Esta manhã pergunta-me a C.:
- Mãe, hoje vais a algum ginásio?
- Não amor, hoje não.
- Ah, então ficas comigo...[ao mesmo tempo que me abraça]

{Dito assim parece que vou todos os dias ao ginásio, mas voltei apenas a semana passada ao ginásio e só ainda fui a 3 aulas... mas esse assunto fica para outro post...}

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Nova rubrica: Leis de Murphy da Maternidade

Porque ser mãe (e pai, vá) é uma aventura feita de altos e baixos. De certezas e (muitas) dúvidas.
E porque acho que as Leis de Murphy também se aplicam em muitos aspectos da Maternidade (Paternidade, vá), decidi inaugurar uma nova rubrica aqui no blog (epá, isto dito escrito assim até parece importante...).
Então, cá está, as Leis de Murphy da Maternidade #1*

*Esta é mais dedicada às mães (pais também, vá) de meninas :)

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

"Eu vou sozinha mamã"

Esta é agora a frase mais repetida pela miúda grande lá de casa.


"Eu vou sozinha mamã", diz ela de manhã quando chega à escola.
Diz ao fim do dia quando chega a casa e quer ir sozinha no percurso entre o portão da rua e a porta do prédio enquanto eu estaciono na garagem (quando os avós estão lá em casa claro).
Diz quando chega às aulas de dança...
Está a crescer.
Mas agora aqui a mãe não se importava desta sede de independência para outras coisas simples, como despachar-se a tomar o pequeno-almoço ou  a vestir-se nas manhãs em que estamos com presa e ela decide que tem sono, ou arrumar os brinquedos espalhados, etc, etc, etc...

Coisas que não percebo - ou - sim, sou picuinhas #1

Sou só eu que quando lê algo escrito em maiúsculas tem a sensação que lhe estão a berrar?
Então aplicado em páginas de Facebook de marcas, lojas e afins...

sábado, 16 de janeiro de 2016

Comentadores de mesa de café #2

Ora voltamos aos comentadores de café dos meus sábados de manhã.
Pérolas de hoje:
"Eu tenho ouvisto nas notícias" - ora é o multimedia no seu expoente máximo pois claro...se o sr. acompanha os noticiários na tv claro que ouve e vê, portanto o verbo "ouver".
"Duiodécimos" - pois que a sra. deste comentador continua a receber a reforma com os malfadados "duiodécimos" deve ser uma nova medida do governo confesso ignorância.
E claro, não faltam os comentários às medidas do novo governo e as discussões sobre os valores das respectivas reformas.

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Era o Pai Natal ou um amigo deste?

A C. sempre acreditou no Pai Natal e, até ver, ainda continua a acreditar. Gosto que ela viva estas fantasias, como o Pai Natal, a Fada dos Dentes, etc e gosto da reacção dela a cada Natal, quando o velhinho barbudo estaciona o seu trenó puxado pelas renas no terreno baldio ao lado do prédio (que ela confirma sempre ter visto a levantar voo) e, vindo do terraço bate na janela da sala.
Mas este ano ela confidenciou à avó:
- Sabes, não foi o Pai Natal verdadeiro que veio lá a casa.
- Não?!
- Não, ele tinha uma linha a sair da barba e a barba era falsa! [ups] Se calhar o Pai Natal verdadeiro estava ocupado e mandou um amigo a nossa casa. Sabes, ele tem de entregar presentes a todos os meninos do mundo.

Desconfio que ela se esforça por acreditar no Pai Natal, mas estará quase a reparar que, todos os anos, o pai se ausenta sempre no preciso momento em que o Pai Natal chega :)
Espero conseguir recriar esta magia com a Baby C., até porque há estudos que comprovam "acreditar no Pai Natal, na fada dos dentes e por aí adiante torna as crianças mais criativas".

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Do equilíbrio entre o segurar e o deixar voar

Se entrámos em 2015 com a perspectiva de mais família, de todas as emoções deste ano que passou, ver a relação imediata entre as nossas duas filhas foi, sem dúvida, aquele que mais me marcou.
Entramos agora em 2016 com o renovado objectivo primeiro de as ajudar a crescer. Sim, pôr uma criança no mundo já é um grande projecto, mas o maior, sem dúvida, é ajudar a crescer.
É ver o nosso coração multiplicado em dois seres que, logo no momento do parto, deixam de ser só nossos e passam a ser do mundo.
É aprender a viver com estes dois verdadeiros corações fora do corpo.
É aprender a cada momento a procurar o ponto de equilíbrio entre o segurar e deixar voar.
E é este o nosso grande objectivo para 2016. Saber segurá-las quando precisarem, tendo, ao mesmo tempo, a capacidade de as deixar voar quando necessário.

Bom Ano.